Escritor • Contos, Crônicas, Poesia, Romance • Uberlândia
Marcelo Aguiar, mineiro de Coromandel, nascido em 1958 e radicado em Uberlândia desde 1997, é servidor público federal aposentado e se define como um escritor diletante. Começou a rabiscar seus primeiros contos e poemas em 1973, quando se mudou para Brasília, com o objetivo de dar continuidade aos estudos. A brusca transição de uma pequena cidade do interior para a Capital Federal, longe dos pais e amigos, despertou no então adolescente a necessidade de externar, no papel, a intensa ebulição interior que vivia. Assim nasceu o escritor — inicialmente contestador e existencialista, mais tarde amadurecido pela experiência de vida, pela leitura e pela prática constante da escrita. Seu primeiro livro, Crônicas Botequinescas e Contos Meus, publicado em 2012, aos 54 anos, reúne histórias vividas ou ouvidas ao longo de sua trajetória. A obra proporciona ao leitor momentos de entretenimento, mas provoca, também, reflexões sobre o cotidiano e a condição humana. Em 2013 – O Inferno É Aqui, o autor narra a dura trajetória de luta contra o alcoolismo e sua traumática experiência em uma clínica de reabilitação. Trata-se de um relato real, intenso e impactante, que denuncia práticas abusivas e convida à reflexão sobre o sistema de tratamento da dependência química no Brasil. O lançamento do livro configura-se um ato de coragem, denúncia e conscientização social. Quanto Custa Ser Alguém? – Fragmentos de Vida e Pensamento – Lançamento agendado para 11/10/26 – não nasceu de um projeto literário. Nasceu da experiência de vida. Ao deixar Coromandel, no interior de Minas Gerais, rumo a Brasília nos anos 70, Marcelo Aguiar atravessa não apenas distâncias geográficas, mas também os territórios inquietos da juventude. Entre descobertas, desencontros e questionamentos, seus poemas registram o impacto de um mundo que se amplia — e, ao mesmo tempo, exige respostas. Quanto Custa Ser Alguém? não oferece respostas prontas. Oferece, antes, fragmentos de uma travessia humana, marcada por sensibilidade, dúvida e busca de sentido. Marcelo Aguiar é membro da Academia de Letras de Uberlândia desde setembro de 2025, ocupa a cadeira do patrono Castro Alves, poeta baiano.
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